2/04/2009

Por uma sociedade da informação mais eqüitária

Na história da humanidade as culturas têm sofrido significativas transformações promovidas pelas descobertas científicas e pelo desenvolvimento de novas tecnologias. Após a Revolução Industrial do século XVIII, a humanidade tem se deparado com mais um avanço tecnológico: o mundo da informática. A sociedade contemporânea pode ser denominada “sociedade da informação”, que possui características próprias que a distingue da sociedade moderna capitalista industrial.

Atualmente, o povo brasileiro vivencia as transformações que a informática traz a uma sociedade. Pesquisas indicam que “enquanto se viaja na ponte aérea Rio – São Paulo são vendidos no Brasil novecentos computadores”. Homens, mulheres, jovens, adultos e crianças acessam à “internet”, que é considerada um magnífico instrumento de democratização da informação. As transações comerciais, a apresentação e prestação de serviços, educação à distância, grupos de afinidade, relacionamentos afetivos. Tudo isso ao alcance dos dedos, ao utilizarem o teclado e o rato (“mouse”).

É notório o entusiasmo das pessoas diante das inumeráveis possibilidades do mundo da informática. Este avanço tecnológico é visto como mais um passo no processo evolutivo da humanidade. De fato, trata-se de uma inovação técnica das mais relevantes. Espera-se, entretanto, que este entusiasmo não seja tão equivocado quanto “o Mito do Progresso Científico” da sociedade moderna positivista.

A história já mostrou que as inovações tecnológicas não garantem, por si só, a superação de mazelas humanas como a fome, a miséria, a escravidão e outras formas de injustiça. Julga-se oportuno qualificar a “evolução humana” não somente por seus prodígios científicos, mas, sobretudo, pela construção de estruturas sócio-econômicas mais equitárias, pela promoção de um ethos mundial e pelo reconhecimento da alteridade. Conclui-se esta reflexão com uma frase que é seu próprio título: “Por uma sociedade da informação mais eqüitária”.

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