10/28/2009

A Igreja Urbana Neotestamentária

Resumo:

A expansão da Igreja primitiva tornou inevitável que o Evangelho chegasse a ambientes culturais diferentes da Palestina. De Jerusalém e Galiléia para Antioquia, de Antioquia para a Ásia Menor e outros tantos lugares do Mundo Antigo. Deste novo ambiente cultural greco-romano surge uma interpretação mais ampla do conceito de salvação e uma nova forma de organização eclesial, não mais firmada no modo de vida rural, mas urbano.

Palavra-chave: Eclesiologia urbana – Pastoral urbana – Igreja Primitiva – Igreja em Corinto


Introdução

Este artigo tem como objetivo compreender a formação das comunidades cristãs no ambiente cultural das grandes metrópoles do primeiro século. As bruscas transformações ocorridas no final do século XX e início do presente século nos desafiam a repensar a eclesiologia, não mais a partir dos arquétipos do mundo rural, mas considerando a cultura globalizada, plural e subjetivista dos grandes centros urbanos. O estudo sobre a organização dos primeiros cristãos urbanos, especialmente o caso Corinto, pode servir de subsídio bíblico e oferece pistas para a elaboração de uma eclesiologia da atualidade.


1. Da Palestina às grandes cidades do Império Romano

No estudo sobre a igreja urbana neotestamentária, tratamos algumas questões relacionadas às origens do cristianismo. Deste modo podemos analisar por que a inserção da igreja nos centros urbanos do Império Romano a conduziu a assumir uma nova postura. Aqui, não tratamos de uma única origem, considerando que as novas pesquisas exegéticas apontam para diversas origens do cristianismo. Pablo Richard afirma que “o cristianismo nasceu em diferentes lugares e teve durante muito tempo centros independentes e variados de difusão e organização”(Richard, p.13). Além da gênese do movimento cristão estar relacionada com Jerusalém, também está com os movimentos de resistência do campesinato na Galiléia, o que “aparece de maneira explícita na literatura relativa ao movimento de Jesus” (Corneli, p.206). Notemos, por exemplo, que os evangelhos estão repletos de simbologias relacionadas a atividades rurais [o semeador (Mt 13,3); o grão de mostarda (Mc 4,30-32), a pesca (Mt 4,19), etc]. É plausível afirmar que a mensagem de Jesus foi de encontro aos anseios de trabalhadores rurais sem-terra que, transformados em lavradores assalariados e até diaristas, prestavam obediência a um patrão que morava na cidade (Corneli, p.206).

Assim, o mundo das primeiras comunidades cristãs possuía intensa relação com o campo. Não afirmamos com isto, que os primeiros cristãos da palestina não conheciam as fortes influências da cultura urbana romano-helenista. Recentes descobertas apontam para a Galiléia como um lugar extremamente plural. A Galiléia, como rota comercial com grande fluxo de pessoas, era lugar de um intercâmbio cultural intenso. Além disso, por ser território militarmente estratégico, sofria grande controle por parte de Roma. Roma se fazia presente na Galiléia por meio de seus governantes e tropas, sobretudo nas diversas cidades espalhadas pelo território, reforçando a lógica de dominação cidade-campo, tanto criticada pelos escritos proféticos do AT.

Mas, não demorou muito para que começasse a surgir uma preocupação com a experiência da fé nos centros urbanos de maior expressão daquela época, mesmo antes da pregação paulina. Isto porque, o estilo de vida urbano greco-romano tornava-se cada vez mais presente no mundo antigo. Roma fixava seu domínio nas e por meio das cidades, o imperialismo romano, o helenismo e a urbanização do mundo antigo aconteceram de forma simultânea. A construção de inúmeras estradas para facilitação do comércio e transito de tropas favoreceu o fluxo das pessoas para as cidades. Como as cidades passaram a ser muitas e mais poderosas, sua relação com o campo tornou-se cada vez mais ambivalente.

Sobre a relação campo-cidade deste período, Meeks nos lembra que “a agricultura continuou a ser a base de toda a economia do império, mas a propriedade de terras produtivas cada vez mais se concentrava nas mãos de pouquíssimos proprietários, que moravam na cidade ou nas suas imediações” (Meeks, p.29).

A partir dos anos 40 d.C., perseguições, mudanças de conjuntura e o ímpeto de anunciar a Boa-Nova a todas as pessoas levaram os cristãos para fora da Palestina. A partir daí, iniciou-se o movimento que viria, em pouco tempo (mais ou menos trinta anos), a espalhar a mensagem cristã pelo Império, penetrando em praticamente todas as grandes cidades (Cf. Richard, p.38). Antes mesmo da conversão de Paulo, “os que acreditavam no Messias Jesus haviam levado a mensagem de sua nova seita às comunidades judaicas das cidades greco-romanas” (Meeks, p.23). Mas algo ainda mais importante aconteceu: o movimento cristão iniciado na comunidade judaica da cidade de Antioquia ultrapassou as fronteiras do judaísmo para fazer prosélitos entre os helenistas (At 11,19-26).

Sobre Antioquia, Meeks (p.24) destaca:


Antioquia, centro de comunicação política, militar e comercial entre Roma e a fronteira persa e entre a Palestina e a Ásia Menor, era uma das três ou quatro cidades mais importantes do império (...) Foi aí que se desenvolveu a forma de prática e de organização missionária que chamamos de cristianismo paulino, mas que era provavelmente característica da maior parte da expansão urbana do movimento.

Foi com os cristãos dessa cidade que Paulo passou a maior parte de seu período de capacitação ministerial, juntamente com outros colaboradores como Barnabé. Antioquia desafiou o modelo de cristianismo que estava sendo desenvolvido. Tudo indica que após uma década da crucifixão de Jesus, a cultura das pequenas cidades, “aldeias e vilarejos da Palestina havia sido deixada para trás e a cidade greco-romana se transformou no ambiente dominante do movimento cristão” (Meeks, idem). Em nossa reflexão, tomaremos a cidade de Corinto e o cristianismo paulino como base para a compreensão da realidade que envolvera a igreja primitiva.


2. A cidade de Corinto

Corinto estava situada na Grécia, especificamente, na parte ocidental do istmo de seu nome, o qual tem seis quilômetros de extensão e liga a Península do Peloponeso ao restante da Grécia Continental. Seu primeiro nome era Epira e foi fundada no século IX a.C., chegando ao seu esplendor nos séculos VI e V. A oeste deste istmo está o golfo de Corinto, que se liga ao Mar Adriático e Jônico; a leste está o Golfo Sarônico, que se comunica ao Mar Egeu. Corinto tinha dois importantes portos – Laqueu a oeste e Cencréia a leste. Eles faziam importante ligação entre o centro do Império Romano e a Ásia (Enciclopédia Bíblica, p.541). “Por sua localização estratégica entende-se, por que em Corinto floria a atividade comercial e por que era considerada um dos centros comerciais mais importantes do mundo antigo” (Hoefelmann, p.23).

Além do seu vasto comércio, a atividade industrial estava fortemente presente em Corinto, a exemplo da produção da cerâmica e do bronze, além do artesanato em geral. Por isso não é de se estranhar que um dos três centros bancários da Grécia estava situado em Corinto (Hoefelmann, p.24). Toda esta estrutura urbana – comércio, indústria, a presença do aparato de Estado Romano e o funcionalismo público-administrativo da cidade – envolvia um grande número de pessoas. Historiadores estimam a presença de 500 mil moradores, 2/3 dos quais eram escravos (Quesnel, p.19). Dentre as classes baixas estavam estivadores dos portos da cidade, biscateiros e escravos (que empurravam embarcações pelos diolkos, entre os portos), escravos com ocupações variadas, pequenos artesãos, camponeses e imigrandes do campo para cidade, mendigos, desocupados e desempregados. Os que usufruíam a riqueza da cidade eram comerciantes, industriais, latifundiários, armadores, banqueiros, militares e representantes de Roma em geral (Hoefelmann, 25).


A cidade de Corinto possuía uma estrutura extremamente complexa, como descreve Verner Houefelmann (p.24):

A praça central da cidade, a agorá, estava ladeada por mercados (1Cor 10,25) e templos (1Cor 6,9), pelo tribunal (At 18,12), pela sede do governo, pelas basílicas (edifícios públicos em que se reuniam mercadores, banqueiros etc. para tratar de negócios), pela cadeia, pelos depósitos de distribuição de água, pelo museu e, um pouco mais afastado, pelo odeão e pelo teatro (1Cor 4,9).

Esta diversificação político-econômica estava tão presente quanto a pluralidade. Era toda sorte de gente. Em Corinto “se ouviam múltiplos dialetos, ademais do grego comum e de algo de latim. Misturavam-se costumes, grupos religiosos, vícios e corrupções” (Barbieri, p.27). Esta diversidade cultural atribui a Corinto um caráter especial, o de cidade-cosmopolita. É neste contexto que Paulo e outros colaboradores desenvolveram atividades missionárias, o que lhe exigiu uma postura diferenciada enquanto pregador, apascentador e teólogo.


3. Surge uma eclesiologia urbana

Constatamos que, no primeiro século, o estilo de vida das cidades greco-romanas era bem diferente daquele presente na Palestina. O importante é que o movimento cristão foi capaz de suplantar as diferenças (barreiras) entre esses mundos. Começou-se a pensar o movimento cristão à luz das cidades – surge uma eclesiologia urbana. Pablo Richard (p.38) comenta que o período entre os anos 40 e 70 d.C. foi marcado por uma

lenta e difícil passagem do Oriente para o Ocidente, da Palestina para Ásia Menor, Grécia e Itália, do mundo cultural judeu para o mundo cosmopolita da cultura grega, de uma realidade de mundo rural para uma realidade de mundo urbano, de comunidades que surgiram ao redor das sinagogas, espalhadas pela Palestina e Síria, para comunidades mais organizadas que surgiram ao redor da casa (oikos) nas periferias das grandes cidades da Ásia e da Europa.

Notamos que a Igreja superou barreiras geográficas, étnicas, culturais e conjunturais para assumir-se noutra realidade que não a de sua origem. Mas para tanto, foi necessário que ela sofresse muitas transformações, seja no âmbito teológico quanto estrutural. Aqui, mesmo cientes do papel desenvolvido por outras pessoas, baseamos nossa análise a luz do cristianismo paulino. A contribuição deixada por Paulo em seus escritos o colocou no papel de protagonista da evangelização das cidades greco-romanas no cristianismo primitivo. Considerando as obras pesquisadas e o próprio texto bíblico, os princípios eclesiológicos a serem destacados neste momento são inspirados diretamente na atuação missionária deste apóstolo.


a) O diálogo com a cultura

As primeiras comunidades cristãs urbanas foram construídas a partir do diálogo com a cultura das cidades, e não de um padrão eclesiológico pré-estabelecido. Isto porque a teologia paulina foi formulada na articulação da tradição judaica com a cultura helênica. Comblin confirma a influência do helenismo na eclesiologia paulina nas seguintes palavras: “a Igreja é a reunião dos pagãos e dos judeus. É natural que seus caracteres sejam tomados do judaísmo e também dos povos pagãos” (Comblin, 1991, p.198).

Enquanto que o cristianismo palestínico existiu como mais um movimento judaico – devendo, portanto, seguir seus princípios culturais (até 70 d.C.) – o cristianismo paulino estava imerso na cidade-cosmopolita, pluralmente religiosa, vendo-se obrigado a buscar autonomia da cultura judaica e reconhecimento diante do mundo helênico. Paulo não optou por cultivar um gueto eclesial judaizante que considerasse tudo de novo ou diferente como algo profano ou culturalmente inferior. Houve o que podemos chamar de humildade (ou coerência metodológica) no processo de construção da eclesiologia. Neste processo, os valores, as formas religiosas e a cultura helênica urbana em geral foram de extrema importância.


b) Uma estrutura adequada à realidade das pessoas

A forma como a comunidade de Corinto se estruturava estava inteiramente relacionada ao cotidiano das pessoas, assim como com as dinâmicas de relacionamento interpessoal e associativismo dos centros urbanos daquele período. Isto é percebido nas palavras de Pablo Richard, que destaca que o cristianismo paulino foi marcado pela maior presença da igreja nas casas, enquanto na Palestina os cristãos se valiam das sinagogas como referencial de encontro ou como modelo para sua organização comunitária. Nas cidades o privado e o subjetivo foram evidenciados com as dinâmicas da religiosidade familiar.

Compreendamos que o conceito de família era bem diferente do atual. Segundo Meeks (p.53),

a família não é definida primeiramente pelo parentesco, mas, sim, pela relação de dependência e de subordinação. O chefe de uma casa substancial era, pois, responsável – e esperava um grau correspondente de obediência – não só pela sua família imediata, mas também pelos seus escravos que agora se haviam tornado clientes, pelos trabalhadores assalariados e, as vezes, pelos associados ou colaboradores.


Sendo assim, uma característica presente em todos os grupos paulinos é que as casas particulares eram seu lugar de reunião. E provavelmente, isso acontecia com a maioria de outros grupos cristãos primitivos (Meeks, p.121). O que está muito evidente no caso de 1Cor 16,19 – onde Paulo se refere à ekklesia que se reúne na casa de Prisca e Áquila. A fixação deste tipo de comunidade religiosa menos pública foi corroborada pela própria clandestinidade da igreja, que, diante das perseguições por vezes violentas, forçava-se a adotar espaços mais discretos para seus encontros celebrativos. Esta capacidade do movimento cristão, de assumir-se comunitariamente considerando as peculiaridades de cada contexto, somente estava presente devido uma flexibilidade estrutural.

Portanto, podemos afirmar que a igreja em Corinto foi edificada a partir das pessoas, de seu jeito de ser e se relacionar. Paulo buscou a estruturação de uma comunidade a partir da realidade.


c) Estruturas democráticas

O cristianismo paulino foi formado por igrejas que existiam a partir da mobilização comunitária e não somente a partir dos seus oficiais. Isto é percebido no próprio ministério de Paulo que reivindica para si uma espécie de apostolado alternativo (ou paralelo), relativizando o apostolado de Jerusalém. No caso da igreja em Corinto, a democratização se fazia necessária. Em oposição às fortes contradições sociais, Paulo desenvolve uma teologia e uma forma de estruturação comunitária mais participativa e igualitária. Ele defende que os dons espirituais são concedidos pelo Espírito a cada um (Dons e Ministérios), falando em seguida da unidade da igreja a partir da analogia do corpo (1Cor 12). Neste sentido, a comunidade deve ser lugar partilha e contestação dos modelos sociais injustos.

Não poderia ser diferente. Uma comunidade que nasce num mundo onde as ações individuais são valorizadas é composta por pessoas que desejam participar. Do contrário, não se sentem cúmplices do movimento religioso, deixando a comunidade ou cultivando uma fé acomodada, estéril. Essa foi a chave do crescimento das igrejas nas cidades, na medida que a tarefa da evangelização não estava restrita aos ministros reconhecidos, mas se estendia à comunidade. O próprio surgimento da igreja de Corinto se deu pela ação de pregadores leigos vindos de Filipos. Outro exemplo está na comunidade de Roma, provavelmente fundada por judeus-convertidos ao Evangelho que migraram para lá e deram início a um trabalho missionário, independente da colaboração ou permissão dos missionários reconhecidos. Portanto, na eclesiologia urbana de Paulo, cada membro da comunidade deve assumir uma prática missionária e transformadora.


Conclusão

A realidade das grandes cidades e da cultura urbana que chega aos rincões do mundo por meio dos meios de comunicação exigem da igreja contemporânea uma capacidade de adequação do pensamento e das suas estruturas. Assim como no exemplo de Corinto, a igreja é chamada mais uma vez a repensar suas estruturas eclesiais. Sem tal capacidade de “encarnação” eclesiológica, a igreja está fadada a fracassar na missão de viver e comunicar o Evangelho de Cristo no contexto urbano da atualidade. Que as pistas e subsídios aqui levantados sirvam de estímulo para tal empreita. Vários grupos já têm atentado para a nova realidade urbana, mas ainda há muito para se caminhar.


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