4/01/2011

A experiência religiosa no pensamento de João Wesley

Introdução
Muito já se falou sobre o Dia do Coração Aquecido, recordando o dia 24 de maio de 1738, quando João Wesley passou por uma experiência religiosa singular em sua vida. Mas, como interpretar esse acontecimento? O que ele significou para João Wesley? Mais ainda, como a teologia wesleyana se utiliza do termo experiência religiosa? Os metodistas brasileiros tem se utilizado do referencial teológico de Wesley ou de outros referenciais para fundamentar sua “teologia da experiência”? Neste trabalho, na ciência que o tema não pode ser exaurido em algumas páginas, buscamos subsídios para reflexões críticas sobre a vivência religiosa dos metodistas na atualidade.
           
A importância da experiência para espiritualidade

No seu livro A Nova Criação, Theodore Runyon dedicou o quinto capítulo para um estudo especial da experiência religiosa, segundo a teologia de João Wesley. Ele dá início ao quinto capítulo com o seguinte parágrafo:
... atualmente o apelo à experiência religiosa faz tremer muitos teólogos. Em reação aos excessos da preocupação com a experiência no século XIX, boa parte da teologia do século XX procurou evitar o termo porque sua associação com os sentimentos objetivos tornou-se o calcanhar de Aquiles de qualquer tentativa de discutir a realidade de Deus. Não é a experiência religiosa definida inevitavelmente como individual, particular e não-verificável? Os teólogos se voltaram, então, para fontes mais objetivas e públicas de conhecimento religioso, tais como as Escrituras Sagradas ou doutrinas históricas, para discutir a verdade religiosa.(Runyon, p.185.)

Esta preocupação revelada por Runyon cabe perfeitamente no contexto brasileiro, que fora influenciado pelos movimentos de avivamento religioso oriundos dos EUA. Para os avivalistas, a experiência religiosa deve acontecer como negação ao pensamento racional científico, defendendo uma espiritualidade emocionalista e firmada em momentos de êxtase espiritual. O labor teológico, crítico e sistemático (mais objetivo) perde seu lugar para a espontaneidade e subjetividade da religiosidade popular.

Por um lado, consideramos que este conceito de experiência não é o mesmo utilizado por João Wesley em sua teologia [sobre isso discutiremos adiante]. Por outro lado, compreendemos que a ortodoxia [doutrina] não é suficiente para o conhecimento de Deus, pois Deus é conhecido existencialmente, pela experiência. É neste sentido que se afirma que não basta apenas o conhecimento teológico, ou o conhecimento refletido e abstrato à luz das Escrituras.

De igual modo, a ortopraxia [prática] não é suficiente numa autêntica relação com Deus. “Wesley talvez seja tão inflexível quanto Lutero ao insistir em que as boas obras, desvinculadas da fé, não salvam” (Runyon, p.188). Toda boa obra é fruto de uma ação conjunta entre o Espírito de Deus e a iniciativa humana. Como resposta à Graça de Deus, o ser humano se coloca como instrumento do Espírito Santo, participando com Ele de toda obra que testifique a presença do Reino de Deus no mundo. Mesmo que haja uma valorização do ser humano, uma vez potencializado pela Graça, a experiência se coloca como condição sine qua non para a prática cristã.

Portanto, “está claro que a ortodoxia por si só não é a resposta, do mesmo modo que a ortopraxia por si só é insuficiente. Nem mesmo os dois juntos irão funcionar” (Runyon, p.188). É a partir desta constatação que Runyon procura teologizar sobre a necessidade de uma ortopatia, um sentimento correto, uma experiência singular de Deus e do próximo. E surge a questão: como ocorre essa experiência religiosa? O que é experiência para João Wesley?

O conceito de experiência na Inglaterra do século XVIII

Existe um mau hábito freqüente entre alguns teólogos desatentos (ou pretensiosos) que é o de se apropriar de uma palavra utilizada em outra época a partir dos referenciais semânticos da atualidade. Por exemplo, a própria palavra experiência. Quando uma pessoa – brasileira, de espiritualidade pentecostal, nos tempos de hoje – afirma que teve uma experiência com o Espírito Santo, logo podemos concluir que ela se refere a uma experiência de êxtase espiritual com manifestação de “línguas estranhas”, onde suas faculdades mentais e capacidade de discernimento racional da realidade foram comprometidas. Essas experiências, via de regra, possuem um caráter estático e são desvinculadas de um compromisso posterior com as dimensões concretas, práticas do viver cristão.

Na atualidade, a experiência também pode significar um momento onde, motivado por diversos fatores objetivos e subjetivos, o estado emocional da pessoa fora alterado, passando por um processo de catarse, um momento de contrição pessoal. Mas como julgar tais experiências? Será que todo tipo de experiência é válida? É neste momento que buscamos refletir a partir de matizes teológicas do metodismo.

Nesse estudo, porém [importante frisar], quem fizer uma leitura dos textos de Wesley sem levar em consideração o significado que a palavra experiência tinha no contexto original, certamente, fará afirmações que, embora tidas como pura verdade na atualidade, incorrem em desvios semânticos. Metodologicamente equivocados, julgam que estão fazendo um retorno à tradição wesleyana, quando na verdade impõem suas próprias verdades sobre o pensamento de Wesley.

Foi o que aconteceu com o metodismo popular do século XIX, nos EUA, que foi positivo no sentido de levar a experiência a sério, mas perdeu de vista “tanto a fonte quanto o objetivo da experiência religiosa, concentrando-se na consciência subjetiva e tendendo a igualar a decisão e os sentimentos humanos à salvação” (Runyon, p.189). Buscando evitar tais equívocos, vamos nos aproximar dos tempos de Wesley.

O século XVIII foi marcado profundamente pelo empirismo, sobretudo na Inglaterra, que já vinha sob a influência da filosofia de Thomas Hobbes e outros expoentes. Nesse período, João Locke (1632-1704) fora o maior expoente do pensamento empírico. Nascido no seio de uma família burguesa da cidade de Bristol, recebeu influência familiar puritana. Quando adolescente Locke fora educado na Westminster Sckool até 1653, quando transferiu-se para o Christ Church College da Universidade de Oxford. Nesta Universidade permaneceu até 1684, primeiro como aluno, depois como fellow (Cf. Os pensadores, p.VI).

Locke foi “o primeiro filósofo que formulou de modo metódico o problema crítico do conhecimento” (Reale & Antiseri, p.506). Para ele, o ser humano não nasce com idéias inatas. A pessoa passa a ter idéias como resultado de sua relação com a realidade exterior a ela, por meio dos sentidos. Trata-se de um conhecimento empírico, ou seja, conhecimento adquirido por meio da experiência. Locke desenvolve uma gnosiologia, numa preocupação prática (típica dos puritanos), ele pensa que o fim da filosofia é essencialmente moral.

Mas, como se dá essa experiência de aquisição do conhecimento? Locke não parte do estudo do ser em si, mas do pensamento, numa análise fenomenística. A experiência se dá de forma dúplice. A primeira forma de experiência é a externa, que se dá por meio das sensações que geram no cérebro algumas representações dos objetos externos, como as cores, sons, odores, sabores, extensão, forma, movimento. Na segunda forma, a interna, evidencia-se o papel da reflexão, onde o espírito humano realiza operações sobre os objetos apreendidos representativamente, resultando em conhecimentos, crenças, lembranças, dúvidas, vontades, etc.

Em se tratando do conhecimento da existência de Deus, Locke apresenta uma teoria sobre o assunto:

"Somos capazes de conhecer com certeza que há um Deus. Embora Deus não nos tenha dado idéias inatas de si próprio e não tenha estampado caracteres originais em nossas mentes, pelos quais pudéssemos ler seu ser, tendo, não obstante, nos fornecido estas faculdades de que nossas mentes são dotadas, ele não deixou a si mesmo sem testemunha, desde que temos sentidos, percepção e razão, e não podemos carecer de uma prova clara dele enquanto nos ocuparmos de nós próprios" (Locke. In Pensadores, p.308).

Locke compreende Deus como realidade exterior ao ser humano, que pode ser apreendida por meio dos sentidos, da percepção e da razão. Neste sentido, a fé, condição única para nos aproximarmos de Deus segundo as Escrituras, é uma experiência do ser humano como um todo. Na experiência de Deus, os sentidos, a percepção e a razão estão presentes. Logo, fé e razão não são antagônicos. Mais ainda, a autêntica experiência de fé não pode se dar no desprezo às faculdades mentais relacionadas ao raciocínio humano, que juntamente com as sensações e percepções espirituais nos auxiliam no processo do conhecimento de Deus.

Wesley e a experiência da Graça de Deus

Para compreendermos a dinâmica do pensamento de Wesley sobre o tema da experiência, faremos uma análise de como ele busca o conhecimento de Deus, especialmente nos fatos que envolvem o Dia do Coração Aquecido. Antes do dia 24 de maio de 1738, Wesley recebeu orientações de Pedro Bohler, fundador da sociedade da rua Fetter Lane. Ele buscava destrinchar sobre como alguém poderia sentir a fé que nos conduz à justificação. Enquanto pastor que não abandona a reflexão teológica, Wesley quer compreender processos e sentimentos envolvidos por alguém que crê plenamente em Cristo.

Como arminiano, Wesley confessa que Deus deu condições naturais e espirituais para que todos os seres humanos venham a crer. Essa afirmação teológica cabe perfeitamente com a teoria do conhecimento apresentada por Locke, onde os sentidos e as faculdades mentais participam da experiência de crer [todos os seres humanos possuem tais faculdades]. Logo, quem experimenta da fé possui sintomas, ou seja, sentimentos que são fruto e evidência da apreensão que o ser humano faz de Deus por meio de uma experiência com o Espírito Santo. Runyon afirma que

"... Wesley vivia no auge de uma mudança fundamental no modo de se entender a operação da graça divina. Previamente, a graça era entendida em termos metafísicos, quer no sacramentalismo medieval e anglicano, quer na teoria da predestinação de Calvino. Para os anglicanos, ela era concedida pelos administradores da graça oficialmente autorizados, os clérigos, num evento que ocorre quer o receptor esteja consciente dele ou não. Um status indelével é concedido pelo batismo, por exemplo, que é o produto da graça de Deus independentemente da consciência humana. No Calvinismo, a eleição de Deus, da eternidade, é o que determina o destino da pessoa, mais uma vez, independentemente da consciência humana" (Runyon, p.190).

Já no tempo de Wesley, a graça de Deus não é compreendida de forma metafísica. “A consciência humana teria agora de participar nas afirmações da verdade e ser convencida por elas, quer isso ocorresse pela razão humana, como no caso do racionalismo e do deísmo, ou pela experiência, como no caso de Locke e Wesley” (Runyon, p.190). É por isso que o conhecimento dogmático de Deus (ortodoxia) recebe críticas e/ou é confirmado por uma nova fonte de autoridade: a experiência.

No dia 24 de maio, Wesley passa a ter êxito em sua busca de evidências empíricas para a manifestação da graça de Deus:

"À tarde fui, com pouca vontade, a uma reunião na Aldersgate Street (Londres); quando cheguei alguém estava lendo o prefácio de Lutero à Espístola de Paulo aos Romanos. Cerca de vinte horas e quarenta e cinco minutos, enquanto ele descrevia a mudança que Deus opera mediante a fé em Cristo senti o coração maravilhosamente [estranhamente] aquecer-se, senti que eu agora confiava em Cristo, somente em Cristo, para salvação; e me foi dada a segurança de que Cristo havia perdoado os meus pecados, sim, os meus, e que eu estava salvo da lei do pecado e da morte" (Trechos do diário de João Wesley, p.24).
Este escrito não tem recebido a atenção que merece, enquanto objeto de análise do método teológico de Wesley. Ao invés de nos emocionarmos ao lê-lo, vamos raciocinar sobre ele. Vejamos...

Seguindo o método empírico, Wesley adota a prática da descrição dos experimentos e fenômenos sensoriais, anotando tudo em seu diário, que não lhe servia apenas para manter vivas as lembranças. Ele se preocupa em destacar seus sentimentos, que são reconhecidos como evidências empíricas de que algo diferente aconteceu. Ele já conhecia a teologia de Lutero, já havia lido sobre a justificação pela fé, mas lhe faltava ao para além do conhecimento cognitivo. Faltava o sentimento. Na experiência do Coração Aquecido Wesley não somente “soube” da Graça, mas “sentiu” a Graça de Deus em sua vida, reconhecendo-se perdoado por Cristo Jesus.

Do ponto de vista teológico, esta experiência se dá pelo agir do Espírito Santo no espírito humano, o que não significa que se tratava de uma segunda bênção ou batismo no Espírito Santo. O texto não dá base para esta afirmação. É sim uma experiência de sentir-se justificado, ou seja, perdoado por Deus e acolhido por Ele como filho. Esta ação do Espírito gerou em Wesley um sentimento de segurança da salvação em Cristo.

Como teólogo do empirismo, Wesley não se via satisfeito somente com sua própria experiência. Suas conclusões a partir dessas experiências somente poderiam ser tidas como uma espécie de modelo a ser seguido, quando encontrasse pessoas com experiências semelhantes, o que daria ao seu conhecimento status de maior objetividade. Não podemos considerar doutrina coletiva experiências que são unicamente nossas [a comunidade autentica a experiência religiosa] . Mas não foi o caso, pois seu irmão Carlos já havia passado pela experiência do coração aquecido antes do próprio Wesley, e outros de seus amigos também.

Mas Wesley não se deu por satisfeito e ampliou sua pesquisa teológica empírica. Passou o restante do ano de 1738 procurando sanar dúvidas, procurando discernir como as experiências encontravam fundamento nas Escrituras e na tradição da Igreja [devemos considerar se nossas experiências possuem precedentes nas Escrituras]; além disso, buscava certificar-se dos reais sintomas de uma pessoa que se vê impactada pela ação do Espírito Santo. Wesley tinha dúvidas como: a alegria sentida por ocasião do “coração aquecido” é constante? A pessoa que recebe a testificação do Espírito Santo sente medo da morte? Pode, ainda, estar sujeito ao pecado alguém que já recebeu a convicção do perdão de Deus em sua vida? Foi quando empreendeu uma viagem para Alemanha, em busca dos Morávios, que defendiam a doutrina do Testemunho do Espírito, firmados em Romanos 8:16: “O mesmo Espírito dá testemunho com o nosso espírito, de sermos filhos de Deus”.

Neste momento, cabe fazer-nos atentos à diferença que Wesley estabelece entre sentimentos e emoções. As emoções são consideradas menos importantes, na medida que são sintomas exteriores, manifestações psicológicas que variam de pessoa para pessoa, conforme sua constituição emocional (Cf. Runyon, p.192). O que realmente importa para Wesley como evidência empírica da presença do Espírito Santo são os sentimentos. Neste ponto, Wesley é categórico em estabelecer que existem sentimentos corretos àquele que experimentou da graça de Deus em sua vida. Como deixa claro em seu sermão Testemunho do Espírito (discurso II):

"O testemunho agora em consideração é dado pelo Espírito de Deus ao nosso espírito e com este: Ele é a pessoa que testifica. O que Ele nos testifica é que somos filhos de Deus. O imediato resultado deste testemunho são os frutos do Espírito, isto é, “amor, alegria, paz, longanimidade, ternura, bondade”: sem estes frutos o testemunho não pode permanecer..." (Sermões, Tomo 1, p.220).

É neste momento que muitos se perdem, por não estabelecerem a verdadeira distinção entre emoção e sentimento. A experiência com o Espírito Santo pode gerar tanto uma quanto a outra. Mas a emoção é passageira, enquanto o sentimento permanece e gera frutos. É por isso que para Wesley, a maior evidência do verdadeiro conhecimento de Deus é o sentimento perfeito do amor a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Todo aquele que tem a fé, a experiência justificadora de Deus, possui frutos de arrependimento, e o maior deles é o amor.

Conclusão

Que tipo de experiência tem sido enfatizada na atualidade? Seria a experiência autêntica com o Espírito de Deus? Julgo por justa a busca de um avivamento espiritual para a Igreja de hoje. Carecemos de pessoas que tenham a sede por Deus que havia no coração de Wesley. Porém, que sejamos maduros em nossa busca. Essa maturidade está diretamente associada aos referenciais de avivamento em que nos espelhamos. Reconhecemos o valor de cada grupo cristão, cada movimento que busca um renovo (reforma) das estruturas e “instituições” pelo “movimento” do Espírito Santo. Mas, como metodistas, consideramos a importância de recorrermos a nossos próprios referenciais.

Abaixo, seguem alguns postulados acerca da experiência religiosa, firmados na pesquisa que acabamos de realizar. Quem eles sejam mais uma fagulha de luz norteadora em momentos de imaturidade, nessa busca do avivamento da igreja.
1.  A ortopatia, os sentimentos corretos manifestos na autêntica experiência com Deus são paz, alegria, consciência do perdão de Deus e certeza da salvação.
2.  A experiência religiosa é vivida pelo ser humano como um todo, que tem toda a sua consciência envolvida (não possuída) pelo Espírito de Deus. Suas emoções, sua razão, seus sentimentos e todas as suas faculdades mentais participam da experiência com Deus.
3.  A evidência empírica que dá autenticidade à experiência religiosa são os sentimentos humanos, uma vez comprometidos com os frutos do Espírito Santo. O amor a Deus e ao próximo são imprescindíveis à verdadeira experiência com Deus.
4.  A fé não é compreendida como algo metafísico, abstrato, mas como “relação” de confiança e cumplicidade (ALIANÇA) entre Deus e o ser humano. A fé é vivida de forma concreta, por meio de uma experiência.
5.  As emoções fazem parte da experiência religiosa, isto é, da fé. Mas não são a essência da experiência. São manifestações físicas fruto da somatização de sentimentos e, portanto, podem ocorrer de forma variada de pessoa para pessoa. Desta feita, tanto o “emocionalismo” quanto a “repressão às emoções” são posturas que devem ser evitadas. Há, portanto, a liberdade para a compreensão da estrutura emocional de cada pessoa, na sua relação de fé com Deus.
6.  A experiência, por ser vivida pelo ser humano como um todo, não é, necessariamente, antagônica ao pensamento crítico racional. Pelo contrário, a razão é parte conjunta da experiência, sempre necessária e dada por Deus como instrumento de discernimento e juízo da própria experiência. É equivocado afirmar uma dicotomia entre fé (experiência) e razão; assim como avivamento religioso e o pensar teológico.
7.  Aquele que nega a razão como elemento da experiência e se firma unicamente em aspectos emocionais ou patologicamente caem em fanatismos. Quem nega a razão nega, portanto, a capacidade de fazer uma auto-crítica à luz das Escrituras e da tradição cristã, permitindo-se desenvolver doutrinas não confiáveis, inseguras da ratificação bíblica.
8.  A experiência da fé justificadora não é única experiência com o Espírito Santo. Ela é somente o ponto de partida para uma vida em busca da santidade de Deus, onde, novamente pela experiência da fé, o Espírito de Deus opera no crente a santificação de seus sentimentos (interior) e ações (exterior).

Muita coisa ainda poderia ser falada sobre este tema. Cremos que outras oportunidades virão. No momento, concluímos este trabalho na certeza de que o avivamento espiritual que o Espírito deseja operar na Igreja, e que devemos buscar para nossas vidas enquanto cristãos, não pode ser confundido com novas formas de culto, se com mais cânticos ou palmas, etc. Também não pode ser reduzido a experiências estáticas, firmadas no emocionalismo, mas que nada produzem como frutos do Espírito na vida do crente e não servem de testemunho real da presença de Deus no mundo. Devemos cuidar para que nossas igrejas não sejam latas fazias que muito barulho fazem em seus cultos, mas que nada possuem interiormente. Enfim, que sejamos bíblicos em nossa busca de Deus e do seu avivamento. Amém.

Referências

Biblia Sagrada. Versão Revista e Atualizada. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
Burtner & Chiles (Compiladores). Coletânia da teologia de João Wesley. 2ª ed. Rio de Janeiro: Igreja Metodista, Colégio Episcopal, 1995.
HEITZENRATER, Richard P. Wesley e o povo chamado metodista. São Bernardo do Campo/Rio de Janeiro: Editeo/Bennett, 1996.
KLAIBER, Walter & Manfred Marquardt. Viver a graça de Deus: compêndio de teologia metodista. São Bernardo do Campo/São Paulo: Editeo/Cedro, 1999.
LOCKE, John. Carta acerca da tolerância; Segundo tratado sobre o governo; Ensaio acerca do entendimento humano / John Lucke; tradução de Anoar Aiex e E. Jacy Monteiro. 2ª Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1978. [Coleção os Pensadores]
REALE, Giovanni & ANTISERI, Dario. História da filosofia. Vol – II. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 1990.
RUNYON, Theodore. A nova criação: a teologia de João Wesley hoje. São Bernardo do Campo: Editeo, 2002
WESLEY, João. Obras de Wesley. Justo L. Gonzales (Editor Geral). Tomo III. Franklin – Tennessee: Providence House Publishers, 1996.
_____________. Obras de Wesley. Justo L. Gonzales (Editor Geral). Tomo XIV. Franklin – Tennessee: Providence House Publishers, 1996.
_____________. Sermões de Wesley. Tomos 1. São Paulo: Imprensa Metodista, 1953.
_____________. Sermões de Wesley. Tomos 2. São Paulo: Imprensa Metodista, 1954.
_____________. Trechos do diário de João Wesley. Tradução de Paul Eugene Buyers. São Paulo: Junta Geral de Educação Cristã da Igreja Metodista do Brasil, 1965.

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